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Brasileiro, destaque do Al Ain acredita no crescimento do futebol asiático: 'Tendência é evoluir cada vez mais'

A cada ano, equipes árabes, chinesas e japonesas gastam milhões em contratações. Alexandre Pato, Jô, Oscar, Hulk, Jackson Martínez, Xavi, Carrasco, entre outros, diversos jogadores consagrados que embarcam rumo ao futebol asiático em busca de novos desafios.

No Oriente desde 2014, o meia Caio Lucas, do Al Ain, analisa o futebol jogado nos Emirados Árabes, e ressalta as diferenças para o futebol japonês.

- O futebol aqui não tem tanta velocidade, mas isso é compensado na cadência e na inteligência de jogo. Os times tem elencos muito equilibrados e muitos jogos acabam sendo decididos na raça e na vontade. No Japão, os jogadores têm mais habilidade e é um jogo muito rápido, com velocidade o tempo todo e um dinamismo muito grande - contou.

Aos 23 anos, o jogador formado nas categorias de base do São Paulo teve a primeira chance como profissonal no Kashima Antlers, do Japão.

- Eu tive uma passagem pela base do São Paulo, aí depois eu passei num teste de uma escola do Japão, quando eles foram lá em Araçatuba-SP (cidade natal), gostaram de mim e fui pra lá para estudar e jogar futebol - explicou Caio, antes de contar como foi parar no Kashima, maior clube japonês.

- Em 2014 eu fiz um teste lá, e aí eu passei também. Talvez tenha sido o ano de maior aprendizado da minha carreira, o treinador era o Toninho Cerezo, me ensinou muita coisa. Os japoneses gostam dos brasileiros e acho que isso me ajudou bastante na adaptação lá, tanto é que fui eleito revelação do campeonato - relatou.

O bom desempenho no Kashima Antlers chamou a atenção do Al Ain, e em julho de 2016, o meia se transferiu para a equipe dos Emirados Árabes. 

- Foi uma escolha minha, queria novos desafios e contei com o apoio da minha família também. Tô bem feliz por aqui, te dão toda a liberdade e confiança pra trabalhar e dar o melhor. A torcida também me apoia bastante, além da comissão e da diretoria - admitiu.

Atualmente, o Al Ain lidera o campeonato nacional, e aparece na terceira colocação de seu grupo na Champions Asiática.

- Jogar num grande time é isso, saber conciliar duas competições é algo que estamos fazendo sempre. No momento, vivemos momentos distintos, ainda não fizemos bons jogos na Champions e não conseguimos nenhuma vitória. Temos que usar a confiança e o bom desempenho que estamos tendo na Liga Nacional e repetir isso na AFC. Aos poucos as coisas vão acontecendo, trabalhando sempre com o pé no chão e com os objetivos muito bem traçados - contou Caio.

Para o meia, o futebol asiático é muito equilibrado e tem tudo para crescer ainda mais nos próximos anos.

- Olha, não existe uma grande diferença entre as equipes. Claro que uma ou outra acabam tendo um destaque maior, mas no geral, o nível é o mesmo, é tudo bem equilibrado. Nos últimos anos o futebol asiático cresceu bastante, um dos fatores é o alto investimento e também a visibilidade. Tanto é que grandes jogadores atuam por aqui, jogadores que foram destaques nos clubes europeus, ou de outras regiões. Acredito que isso vai acontecer bastante nos próximos anos e a tendência é evoluir cada vez mais, o futebol vai ficando mais vistoso, não só para quem assiste, mas para quem joga também - finalizou.

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