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Campeão mundial pela Seleção sub-20, Gabriel vive sonho de afirmação na elite do Italiano

Ainda muito jovem, há oito anos, o goleiro Gabriel vivia um dos melhores momentos da sua então promissora carreira. Comemorava o título do Mundial Sub-20 com a seleção brasileira ao lado de nomes como Alex Sandro, Casemiro, Oscar e Philippe Coutinho. Tratado como joia, trocou o Cruzeiro pelo Milan sem ter jogado nos profissionais da Raposa. Depois de passar por Carpi, Napoli, Cagliari, Empoli e Perugia chegou ao Lecce para fazer sua temporada de afirmação na Itália, na primeira divisão do Calcio.

Gabriel ainda é novo, tem 26 anos, apesar de vários clubes no currículo. O Lecce, tradicional time italiano, está de volta à elite do Calcio. Uma oportunidade perfeita para o goleiro ter espaço e sequência na Série A, competição pela qual disputou apenas 11 jogos pelas equipes que defendeu. A estreia do Lecce será na próxima segunda-feira contra a Internazionale, fora de casa. Um teste e tanto para o brasileiro e seus companheiros.

- É uma novidade para todo mundo, estamos na expectativa sobre o nosso campeonato. Começamos o campeonato com a ideia de permanecer, sem dúvida. Vamos precisar de alguns jogos para entender nosso processo. É um ambiente muito favorável e com muito entusiasmo. Nos últimos dois anos o Lecce subiu duas categorias, às vezes precisa de um pouco mais de tempo para ter estrutura de Primeira Divisão, mas vi muito entusiasmo no clube - disse.

 

Confira mais trechos da entrevista com Gabriel:

Você saiu muito novo do Cruzeiro, foi uma decisão correta?

- Acho que quando vai muito novo sem ter uma bagagem, ainda mais na posição de goleiro, tem que passar segurança, bagagem. Teria feito a mesma escolha, era uma grande oportunidade na Europa, o Milan. Mas o goleiro precisa jogar, é uma posição de muita confiança. Cheguei precisando me formar ainda.

Como foi seu início no Milan?

- Abbiati era o titular, fui muito bem recebido. Cheguei como um garoto, me trataram como um garoto mais novo. Nesse aspecto foi muito bom.

Depois, você passou por diversos clubes, entre eles o Napoli. Jogou muitos jogos na Série B, isso ajuda agora?

- Foi muito bom ter vivido todas essas experiências, saí novo do Cruzeiro e sem jogar no profissional. Só Seleção de base. Cheguei imaturo, inexperiente, joguei Série B e fui campeão (Carpi e Empoli), fiz mais de 100 jogos. Vim para a Itália sem ter jogado no profissional do Cruzeiro. Hoje me sinto mais experiente, pronto para dar o meu melhor.

A Itália teve grandes goleiros nos últimos anos...

- Desde o Tafarrel, meio que abriu as portas. Depois outros goleiros confirmaram a qualidade. Dida e Julio Cesar confirmaram isso, eram goleiros com características diferentes, mas ambos tiveram muito sucesso. E outros foram chegando e mostrando essa qualidade.

 

Acha que pode seguir a carreira de sucesso desses goleiros na Itália?

- É um caminho muito lindo a seguir, um sonho fazer essa carreira deles. Ao mesmo tempo na Itália, ser estrangeiro já carrega um peso. Porque às vezes você joga no lugar de um italiano, tem que ter uma performance muito boa.

Quem é o seu ídolo no gol?

- Quando era pequeno gostava muito de Julio Cesar, Marcos e Rogério Ceni.

Alisson foi muito bem na Itália, hoje é destaque do Liverpool...

- Gosto de assistir os jogos dos goleiros que têm qualidade muita alta. Alisson, Ederson e Ter Stegen. Gosto de observar e aprender.

Alisson merece o posto de melhor goleiro do mundo?

- É difícil cravar, mas é momento muito bom. Melhor da Champions, Inglês e Copa américa. Os números falam por ele, mas na nossa posição o time ajuda muito. Eu acho que ele está vivendo um momento muito bom.

Já faz planos para a estreia do Lecce contra a Internazionale em Milão?

- É uma expectativa muito grande pelo fato de ter jogado uma Segunda Divisão e acompanhado a primeira de fora. E agora ter oportunidade de jogar no San Siro, contra a Juventus, contra grandes equipes, gera um enorme entusiasmo.

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